é possível ensinar amor com adeus. mas antes você precisa fazer entender que algumas partidas só dizem respeito a quem partiu e a quem ficou. só. antes você precisa repetir que nada tem a obrigação de ficar e que ir não precisa significar falta de amor - assim como permanecer não é excesso. você precisa se fazer entender que tá tudo bem, que é tudo tráfego, que vai ser incrível de novo. e então você vai. você olha pra trás sabendo que não feriu ninguém e apesar disso você dói porque ir também é muito difícil.
é possível ensinar autoapreciação com adeus. é só você dizer, exaustivamente, que aquela outra pessoa já era imensa sem você e que ela vai continuar e que você é absurdamente grato por tudo que ela também te ensinou, por todos os bons momentos e manias que com ela você absorveu. 
porque o fim, esse sobre o qual a gente se desdobra, não precisa ser sempre tão doído e, caso seja, não precisa ser a única verdade que a gente conhece. porque é possível ensinar eternidade com adeus. a memória cuida disso. 
o universo vai te perdoar por você ter partido. porque você, de alguma forma, sempre volta.
te amo. te amo muito. e sou apaixonada por você. e, a cada vez que você vai e volta, me apaixono de um jeito diferente.
se cuida.

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Can you imagine the world if we only saw souls and not bodies?
Hedonist Poet
(via oiseauperdu)
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1 year ago · 21,562 notes · reblog
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andastes:

quando você apareceu,
eu tive certeza:
qualquer um que viesse depois
seria menos.
bem menos.

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1 year ago · 2,973 notes · reblog
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distanciarei:

todos os dias
existe
alguma
coisa
indo
embora
de
mim
por isso eu nunca paro
por isso eu nunca fico

via  distanciarei  (originally  inconfessa)

desbotando:

é porque eu sou muito maior e muito melhor que tudo isso
é por isso que sigo
é por isso que tô aqui

via  apagou  (originally  desbotando)
1 year ago · 893 notes · reblog
originally desbotando · via apagou
Às três da manhã caiu a primeira lágrima, cinco minutos depois eu já não sabia quem eu era, a tristeza diluída que escapa por meus olhos enfermiços tem a capacidade única de me deformar. Eu não sei porque choro, não imagino porque sinto tanto, as coisas que me cercam não deveriam me importunar desta maneira. A quem recorrer neste momento? Às três da manhã só as putas e os poetas estão acordados e eu não quero encontrar ninguém que possa foder comigo. Busco o espelho, mas ele não me conhece, eu não me conheço, quem eu era antes deste rio invisível sangrar? Eu sinto medo do pranto, muito mais do que sentiria da dor, da angústia, do desprezo, da incompreensão. Sinto medo porque ele revela um homem que não costumo ser, um homem que por alguns instantes parece ser humano, frágil, real, incapaz… As lágrimas me arrancam as máscaras, o dilúvio implacável que escorre por meus olhos arrasta tudo o que não faz parte de mim. Nenhum homem é capaz de negar sua dor enquanto chora. Não serás capaz de mentir, negar o próprio sofrimento, se teus olhos involuntariamente derramam tudo aquilo que não pode se tornar palavra. Às três da manhã eu chorei. Às três da manhã eu me despi de mim mesmo. Às três da manhã… De um dia que foi ontem, de uma madrugada que será hoje, de uma realidade que também será amanhã.
Gabriel Vargas. (via distanciarei)
via  distanciarei  (originally  obnubilador)

doucemor:

o universo é da cor que você pinta
pode ser um sol amarelo
ou uma nuvem pesada e cinza

via  apagou  (originally  lovebetweentigers-deactivated20)
life is a bitch
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